“Comparadas com a impressionante produtividade, abundância e variedade das florestas tropicais da América do Sul, nem a América do Norte nem a Europa jamais possuíram uma história tão maravilhosa para contar. Os seus períodos de verão são curtos demais. De fato, elas foram suprimidas com tanta frequência por episódios glaciais que suas formas de vida sobreviventes exibem, como qualidade principal, a excepcional resistência ao frio e às borrascas e um tenaz apego a seus solos erodidos por geleiras. O que se há de fazer? Climas rigorosos desestimulam a novidade e o experimento evolutivo. Suas florestas se amontoam em tímida uniformidade, vastas formações com umas vinte árvores diferentes, ou uma dúzia, ou apenas uma espécie única; em seus galhos, em seus ocos e, em meio a suas raízes, tão-só um reduzido grupo de espécies de animais – e muitos deles, com o frio do inverno, fogem rumo ao sul ou se recolhem à suspensão temporária de suas funções vitais.”
(FONTE: DEAN, Warren. A ferro e fogo: a história da devastação da mata Atlântica brasileira. São Paulo : Companhia das Letras, 1998. p. 22.)
Pela leitura do texto, é possível inferir que: