Comparando-se a cidade antiga com a cidade medieval, vemos que a praça pública muda de estatuto. Nada mais de fórum! Não temos mais o lugar central em que os cidadãos se encontram, na ausência de instituição urbana comum: apaga-se este hábito de discutir em conjunto os negócios da cidade ou os negócios privados. Quando há encontros e discussões, isso se dá com mais frequência nas igrejas, sobretudo na sua parte anterior, que geralmente é mais desenvolvida e à qual se dá um nome antigo, o átrio.
(Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998. Adaptado.)
A diferença entre a cidade antiga e a cidade medieval, abordada no excerto, retrata