Compreender as habilidades políticas com base nas virtudes morais é uma prática antiga. Na filosofia antiga e na filosofia medieval encontramos associações entre as reflexões políticas às reflexões éticas. Mas é com a filosofia moderna, especificamente com Nicolau Maquiavel, houve o estabelecimento da diferença entre a ética que orientava a ação e o comportamento dos cidadãos em sua vida privada e a ética que orientava a ação política e pública do governante.
A distinção entre a moral política e moral privada, elaborada por Nicolau Maquiavel, foi retomada pelo sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) para refletir sobre as ações daqueles que ocupam cargos públicos, principalmente cargos políticos. Deste modo, Max Weber compreende que há duas éticas distintas (Da convicção e Da Responsabilidade) com seus parâmetros valorativos que orientam e movem os homens buscando objetivo: a ação correta, ou seja, boa ação.
Assim, a partir da compreensão de Max Weber, na ética da convicção os seus parâmetros: