“Comunidades rurais que viviam da agricultura familiar e da criação de animais, os quilombos foram ‘engolidos’ pelas cidades […]. Das três comunidades, explica Zuleide Filgueiras, a única que guarda traços de ruralidade é Mangueiras, que mantém atividades de criação de animais e cultivo da terra. Zuleide explica que o território quilombola é resultado da apropriação, histórica e social, por grupos étnicos organizados. Ainda que muitos desconheçam, quilombola é um termo contemporâneo. Lugar que existe e resiste nos dias atuais, reunindo todas as lutas dos negros de ontem e de hoje, conclui.”
(ARANTES, Paloma. Vozes da resistência. Boletim n. 1913, ano 42, 29 set. 2015. Disponível em: . Acesso em: 07 ago. 2018.)
“Um lote de trinta negros calhambolas (quilombolas), que armados com foices, facões e chuços e outras armas, e pegaram a mão suplicante (de Marcelino) e a seus flâmulos, passando a amarrá-los a todos de pés e mãos e, lhes meteram na boca uma mordaça a que lhe chamam freio, estando o suplicante e os seus neste estado principiaram a roubá-lo, desde os principais bens que possuíam até o poleiro de galinhas.”
(GUIMARÃES, Carlos Magno. A negação da ordem escravista: quilombos em Minas Gerais no século XVIII. Belo Horizonte: FAFICH/UFMG, 1983, p. 67.)
Uma prática comum a muitos quilombos no Brasil, nos períodos colonial e imperial, e que NÃO está presente nos dois textos é a: