“Comunismo”, um fantasma de classe social? O então jovem Jairo Braz de Souza testemunha: “Aos 20 anos estava terminando o segundo grau numa escola pública. Eu não acreditava que o Brasil pudesse se tornar comunista. As pessoas do bairro da Mooca, onde eu morava em São Paulo, inclusive meu pai, diziam que o João Goulart ia reformar o Brasil, mas ninguém o acusava de comunista, com exceção dos grã-finos, como se dizia na época. E havia quem visse no anticomunismo uma estratégia de ‘políticos americanos de ganhar tempo e inventar o perigo do comunismo para o mundo e cubanização para o Brasil’.” [...]
PRIORE, Mary Del. Histórias da gente brasileira, volume 4: República – testemunhos (1951-2000). São Paulo: LeYa, 2019, p. 38.
O texto apresenta um testemunho sobre o contexto político-social do início da década de 1960 no Brasil, revelando que a vizinhança de Jairo Braz de Souza