Considere este fragmento do ensaio “A potência da primeira geração sem esperança”.
[...] Minha investigação pessoal sobre a esperança se iniciou em 2015. E volto a ela daqui a alguns parágrafos. O que levei para a parte final da minha palestra foi o que me parece o mais fascinante desta época: aquela que talvez seja a primeira geração sem esperança. Ao mesmo tempo, é também a geração que rompeu o torpor desse momento histórico marcado por adultos infantilizados, que alternam paralisia e automatismo, também no ato de consumir. Ao romper o torpor, essa geração deu esperança à geração de seus pais. O impasse em torno da esperança é revelador do impasse entre a geração que levou ao paroxismo o consumo do planeta, a dos pais, e a geração que vai viver no planeta esgotado por seus pais.
A geração sem esperança tem a imagem de Greta Thunberg, a garota sueca que, em agosto do ano passado, com apenas 15 anos, iniciou uma greve escolar solitária em frente ao parlamento em Estocolmo. E, de lá para cá, já inspirou duas greves globais de estudantes pelo clima, levando para as ruas do mundo centenas de milhares de crianças e adolescentes em cada uma delas. [...]
BRUM, Eliane. A potência da primeira geração sem esperança. Nexo. Disponível em: https://brasil.elpais. com/brasil/2019/06/05/politica/1559743351956676. html. Acesso em: 30 ago. 2019. (Fragmento)
Uma das formas de coesão textual é a referenciação, em que se pode antecipar ou retomar informações no texto por meio de recursos coesivos, como os pronomes.
Nos trechos a seguir, o elemento de coesão sublinhado que antecipa uma informação do texto é: