Considere o poema de Alberto da Cunha Melo.
Falar, falar
Se conviver é conversar,
este falatório sem pausa,
onde o silêncio é mais temido
que palavrão dentro de casa,
faz da vida inteira um entulho
de vozes de bar, de barulho;
neste metralhado lugar,
tão atulhado de palavras,
que não se pode caminhar,
onde do corpo só a paz
do amor calado satisfaz.
(Poesia completa, 2017.)
Por meio da linguagem figurada, o eu lírico sugere que