Considere o texto:
[...] o afluxo contínuo de “tesouro americano”, superando de muito as carências da economia europeia, desencadeou um processo inflacionário que, da Espanha, irradiou por toda a Europa, nos séculos XVI e XVII, a chamada Revolução dos Preços. Os salários, entretanto, não acompanharam o ritmo de elevação dos preços, como nos demonstram as investigações minuciosas de E. Hamilton. Isto significa que o movimento dos preços nesse período, de um modo geral, promoveu uma transferência de renda real das camadas assalariadas para as camadas empresariais; desta forma, ainda pelas suas repercussões mais remotas e indiretas, a exploração ultramarina resultava no enriquecimento e fortalecimento das classes empenhadas em incrementar a expansão do capitalismo na sua fase de formação.
(NOVAIS, Fenando. “O Brasil nos quadros do antigo sistema colonial”. In: MOTA, C. G. (org). Brasil em perspectiva. Rio de Janeiro: Difel, 1977, p. 56)
O texto acima nos permite afirmar que, no contexto do sistema colonial, as riquezas provenientes das colônias