Considere o texto que segue.
Monsenhor não sentia o corpo, não sentia a vista, num gozo absoluto da mais perfeita euforia. Pela sua frente, estendia- se aquela largueza sem fim que são os horizontes amplos do Planalto Central, eito de chão que pega da base dos Pirineus até os confins da Bahia, abrangendo as águas vertentes do Tocantins para cá, do São Francisco para acolá e do Paraná mais assim pressa bandinha de lá. No caixa-prego, ‘contornos acinzentados’ de serras, ‘as chapadas se sucedendo em planos e planos’. Até a serra dos Veadeiros, naquele nunca-se-acabar de horizonte, era ‘uma pincelada azul-cinza, apaga-não-apaga de tão recuada’. Por perto, as curvas femininas dos morrotes, ‘a delicadeza de pintura’ dos capões indicadores das manchas de terras férteis naquele oceano de campina verde.
Ei, mundão sem porteira! BERNARDO, Élis. 1966, p.126.
A paisagem descrita pelo autor está inserida no seguinte bioma brasileiro: