Considere o trecho sobre a natureza do tempo.
De fato, o que é o tempo? Quem poderia explicá-lo fácil e brevemente? Quem o compreenderá para expressá-lo em palavras, na fala ou no pensamento? E, no entanto, entre as coisas que nomeamos em nossas conversas, o que há de mais comum e conhecido do que o tempo? E certamente entendemos quando o nomeamos, e entendemos também quando ouvimos outros nomeá-lo. O que é o tempo, então? Se ninguém me perguntar, eu sei; mas, se quiser explicar a alguém que me pergunte, não sei: mas é com segurança que afirmo saber que, se nada passasse, não haveria tempo passado; se nada sobreviesse, não haveria tempo futuro; e, se nada fosse, não haveria tempo presente. Logo, aqueles dois tempos, passado e futuro, em que sentido eles são, se o passado não é mais, e o futuro ainda não é? Mas o presente, se fosse sempre presente e não se tornasse passado, não seria presente, e sim eternidade.
(FONTE: AGOSTINHO DE HIPONA. Confissões. Tradução de Lorenzo Mammì. Penguin e Companhia das Letras, s/d., 2017.)
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a seguir.
( ) A tematização do tempo é frequente em conversas cotidianas, ainda que sem uma elaboração teórica precisa.
( ) A linguagem oferece conceitos suficientes para responder à pergunta sobre o tempo, mas Agostinho não sabe como responder.
( ) O tempo implica um tipo de passagem imediata do passado ao futuro.
( ) O presente designa o momento atual.
A alternativa que apresenta a sequência correta é