Considere-se o poema que Bandeira dedicou a Camões:
Quando n’alma pesar de tua raça
A névoa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a glória que não passa,
Em teu poema de heroísmo e de beleza.
Gênio purificado na desgraça,
Tu resumiste em ti toda a grandeza;
Poeta e soldado... Em ti brilhou sem jaça [mácula]
O amor da grande pátria portuguesa.
E enquanto o fero [feroz] canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,
Não morrerá sem poetas nem soldados
A língua em que cantaste rudemente
As armas e os barões [homens] assinalados.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996. p. 120).
Com base na leitura do texto, é correto afirmar que Manuel Bandeira