Corte na inovação
O governo brasileiro afirma dar alta prioridade ao reforço da competitividade do setor produtivo.
Entre os esforços nessa direção, as autoridades enfatizam o estímulo às áreas irmãs da ciência e tecnologia e da pesquisa e desenvolvimento. Essas atividades são a base para a inovação: a criação de novos produtos e processos e sua difusão pela economia – que se torna mais eficiente e, portanto, mais competitiva.
No entanto, no recente anúncio de cortes no Orçamento da União, o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) foi um dos mais sacrificados. O corte de verbas chegou a 22%, o que reduziu em R$ 1,5 bilhão os recursos à disposição da pasta para despesas não obrigatórias.
Contradições entre o discurso e a prática do governo estão longe de constituir novidade. Basta lembrar que, em 2011, ao anunciar cortes no Orçamento, o governo prometeu poupar os investimentos – e, ao final do ano, constatou-se que eles minguaram para 1% do PIB (contra 1,2 % em 2010).
(Folha de S.Paulo, 03.03.2012. Adaptado.)
De acordo com o texto, a competitividade da economia de um país é fruto, dentre outros fatores,