Costuma-se dizer que, com Sócrates, confirma-se uma tendência observada no pensamento antigo de colocar os problemas da humanidade – e não os da natureza e do mundo físico – no centro da reflexão filosófica. Desde então, essas questões continuam ocupando os filósofos, uma vez que refletir, por exemplo, sobre as implicações de manipular genes humanos para “produzir” pessoas de tal ou tal tipo, também é refletir sobre o que é a natureza humana. Hoje em dia, há uma tendência no pensamento filosófico que afirma vivermos na era do pós-humanismo.
I. A ideia de “pós-humano” surge, em larga medida, como uma resposta filosófica à crescente interação homem-máquina e está expressa, por exemplo, no conceito de “ciborgue” (cib-ernético + org-anismo).
II. Friedrich Nietzsche, com seu conceito de super-homem, é citado por alguns pós-humanistas para sustentar a ideia de superação da humanidade.
III. A manipulação genética para o bem da sociedade, sugerida pelo Prof. Matthew Liao, consiste em um exemplo daquilo que Michel Foucault chama de biopoder.
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