Criticada por fazer lembrar as quarentenas da Idade Média, a selagem da província de Hubei, com aproximadamente 60 milhões de habitantes, chegou a ser tratada em importantes meios de imprensa ocidental como um genocídio programado para salvar o resto da população, hoje estimada em 1,4 bilhão de pessoas. Entretanto, essa intervenção massiva do poder público mostrou-se decisiva para não deixar o vírus espalhar-se e a lição de Pequim, aos poucos, foi sendo assimilada pelos demais países do mundo. As políticas restritivas que integram as estratégias nacionais de enfrentamento da pandemia têm nítidas digitais chinesas.
Adaptado de LOPES, Dawisson B. e STUENKEL, Oliver. Qual o papel que a China assume em meio à pandemia (entrevista) in https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/04/11/.
A partir do texto, analise as afirmações a respeito da democracia e dos direitos individuais no contexto da pandemia.
I Em função da crise sanitária, nos Estados Unidos foram adotadas políticas restritivas antes implementadas apenas em regimes fechados, como o confinamento e o uso de big-data para monitoramento e rastreio da movimentação dos cidadãos.
II Na Hungria e nas Filipinas, o contexto de crise legitimou a dotação de poderes excepcionais ao primeiro ministro Viktor Orbán e ao presidente Rodrigo Duterte, reduzindo os direitos de oposição e limitando a liberdade de expressão.
III Na Europa, a necessidade de assegurar a eficácia do lockdown reduziu os direitos de organização e de manifestação e favoreceu a comunicação direta entre chefes de estado e de governo com a população, comprimindo o espaço democrático.
Está correto o que se afirma em