Da grande quantidade de escravos africanos vindos para o Rio no tempo da colônia e da monarquia, restam uns mil negros. São todos das pequenas nações do interior da África, pertencem aos ijexá, oió, aboum, hançá, itaqua, ou se consideram filhos dos ibovam, ixáu, dos jejes e dos cabindas. Alguns ricos mandam a descendência brasileira à África para estudar a religião, outros deixam como dote aos filhos cruzados daqui os mistérios e as feitiçarias.
(João do Rio. As religiões no Rio. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012. p. 20. Adaptado.)
Ao comentar sobre as religiões no Rio de Janeiro na primeira década do século XX, o cronista evidencia um traço herdado do regime escravocrata. No texto, esse traço está associado: