De acordo com a doutrina da predestinação, é impossível saber por quais critérios Deus escolhe aqueles a quem a graça é concedida e aqueles a quem ela é recusada. Seus desígnios são “impenetráveis”. O comportamento psicológico induzido por semelhante pastoral apresenta-se sob a forma de temores e esperanças alternados. A pastoral protestante insistiu constantemente sobre a prova que nos deve persuadir de nossa eleição: a fé em Cristo Salvador.
(Jean Delumeau. O pecado e o medo, 2003. Adaptado.)
O excerto alude a uma espécie de particularidade das religiões protestantes surgidas no século XVI, que implicou