De acordo com José Júlio Chiavenato, há governos que nascem moralmente podres. A mera divulgação de seus atos basta para indignar a opinião pública. A corrupção da gestão Collor, por exemplo, revela uma putrefação moral inerente ao grupo que assaltou o poder. Outros governos, porém, embora não-imunes à corrupção, mantém uma certa dignidade avalizada pelos seus líderes. Refletindo anseios populares – e não vem ao caso se são populistas ou demagógicos –, expressam alguma esperança nacional. Era o caso do presidente Jânio Quadros, por mais que sejam conhecidas sua instabilidade e demagogia. E também foi o caso de João Goulart, por mais que sejam evidentes a sua dubiedade política e compromissos de classe, antagônicos com as expectativas que gerou.
Analise as seguintes afirmativas referentes a estes Governos:
I. Jânio adotou uma política de austeridade e acreditou poder corrigir os vícios da administração pública reprimindo a corrupção.
II. Apesar de sua estreita concepção política no plano interno, Jânio se mostrou favorável a uma política externa independente, reatando relações diplomáticas e comerciais com o bloco comunista.
III. A política de Jango visava à sustentação do poder por meio do estímulo aos movimentos de massa, representando uma ameaça para as elites sociais e econômicas brasileiras.
IV. Ao almejar uma política de estabilidade econômica Jango sancionou o Plano Trienal que visava reduzir a taxa inflacionária e promover o crescimento econômico à taxa de 7% ao ano.
V. A necessidade de adotar uma política de austeridade econômica chocava-se com os interesses populares, revelando fragilidade e contradição no governo de Goulart.
Assinale a alternativa correta: