De acordo com Michel Löwy, a mesma Igreja que, motivada por um arraigado imaginário anticomunista, havia legitimado o “estabelecimento de um estado de exceção” surgia, poucos anos mais tarde, “aos olhos da sociedade civil e dos próprios militares como o principal adversário do Estado autoritário — um inimigo mais poderoso — e radical — do que a oposição parlamentar consentida”.
(Diego Omar da Silveira. “Das catacumbas: os homens da Igreja e a renovação do catolicismo durante a ditadura civil-militar no Brasil”. In: Daniel Aarão Reis Filho et al. (org.). À sombra das ditaduras: Brasil e América Latina, 2014.)
A abordagem realizada pelo autor sobre o posicionamento da Igreja católica durante a ditadura civil-militar no Brasil pode ser relacionada