De ser cega a Fortuna eu não me queixo,
sim me queixo de que má cega seja:
cega que nem pergunta nem apalpa,
é porque errar deseja.
A quem não tem virtudes, nem talentos,
ela, Marília, faz de um cetro dono;
cria num pobre berço uma alma digna
de se sentar num trono.
[...]
A quem fere, a quem rouba, a infame deixa
que atrás do vício em liberdade corra;
eu honro as leis do Império, ela me oprime
em esta vil masmorra.
GONZAGA, Tomás Antônio. Lira 88. Marília de Dirceu e cartas chilenas. São Paulo: Ática, 1997, p. 129.
A quem não tem virtudes, nem talentos,
ela, Marília, faz de um cetro dono;
cria num pobre berço uma alma digna
de se sentar num trono.
[...]
A quem fere, a quem rouba, a infame deixa
que atrás do vício em liberdade corra;
eu honro as leis do Império, ela me oprime
em esta vil masmorra.
GONZAGA, Tomás Antônio. Lira 88. Marília de Dirceu e cartas chilenas. São Paulo: Ática, 1997, p. 129.
O sujeito poético