Derramai-vos, prantos meus!
Dai-me prantos, ó meu Deus!
Eu quero chorar aqui!
Em que sonhos de ebriedade
No arrebol da mocidade
Eu nesta sombra dormi!
Passado, por que murchaste?
Ventura, por que passaste
Degenerando em saudade?
Do estio secou-se a fonte,
Só ficou na minha fronte
A febre da mocidade.
AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. São Paulo: FTD, 1994. p. 90.
A geração romântica a que pertenceu Álvares de Azevedo voltou-se para o cultivo de uma poesia marcada pela subjetividade e pela expressão dos desejos mais íntimos.
Esse poema é um exemplo disso porque expressa