Desde 1871, quando foi aprovada a Lei do Ventre Livre, os fazendeiros paulistas tratam de buscar soluções em nível provincial para a questão do trabalho. Pedem a interferência do governo provincial para cobrir os custos de transporte e de instalação de colonos e para garantir uma estrutura viável que permitisse a imigração. Essa solução provincial reforça as pressões federalistas. Quando não conseguem financiamento do governo central, os fazendeiros passam a defender a autonomia provincial, querendo eles próprios gerir seus recursos e sua política para poderem realizar a imigração mediante esses recursos próprios.
(Roberto Catelli Jr. Brasil: do café à indústria, 1992.)
O excerto revela que, para a elite paulista,