Destino
Cecília Meireles
Pastora de nuvens, fui posta a serviço
por uma campina desamparada
que não principia e também não termina,
onde nunca é noite e nunca madrugada.
(Pastores da terra, vós tendes sossego,
que olhais para o sol e encontrais direção.
Sabeis quando é tarde, sabeis quando é cedo.
Eu, não.) (...)
A propósito do texto, seguem duas assertivas ligadas pela palavra PORQUE.
Nesse trecho do poema, o eu-lírico revela dois universos, utilizando, de forma predominante, a antítese.
PORQUE
Os termos que se opõem na construção dos universos da pastora de nuvens e dos pastores da terra são “ não principia”/ “não termina” e “tarde” / “ cedo”, respectivamente.
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