Doenças não dizem respeito apenas à medicina e podem se tornar instrumentos políticos. Em 1904, o Rio de Janeiro viveu a explosão de casos de varíola, o que levou o sanitarista Oswaldo Cruz a levar a cabo uma campanha de vacinação em massa da população.
Todas as pessoas deviam ser vacinadas e os políticos da época sabiam disso. Rui Barbosa, um homem culto e que certamente sabia a importância da vacinação, chegou a fazer inflamados discursos, incitando o povo a se revoltar contra a vacina, alegando que, em vez de prevenir, ela traria mais doenças. Afirmando que a vacinação obrigatória era um desrespeito à privacidade dos cidadãos, políticos de oposição criaram a Liga Contra a Vacinação e incitaram o povo a agredir os agentes de saúde.
Adaptado de FAVARETTO, José Arnaldo. Oswaldo Cruz, Medicina e Política. In: Mundo Pangea, março, 2017.
O autor do texto aborda a interferência dos interesses políticos sobre o sanitarismo que presidiu grande parte das ações públicas nas reformas urbanas cariocas do início do século XX.
Os argumentos de oposição à vacinação estavam fundamentados na doutrina denominada: