Dois homens se esgueiram pelas ruas de Quito no meio da noite, armados com latas de tinta em spray e o desejo de promover uma reforma. Não são ativistas políticos ou revolucionários: são defensores radicais da gramática, engajados na missão de corrigir a pontuação das pichações do Equador.
Acrescentando acentos, inserindo vírgulas e posicionando pontos de interrogação no começo e no fim das orações interrogativas rabiscadas nos muros da cidade, nos últimos três meses os editores justiceiros vêm fazendo intervenções frequentes para expor as deficiências gramaticais de candidatos a poetas, amantes abandonados e ativistas antigoverno.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/03/1598867‐no‐equador‐defensores‐da‐gramatica‐corrigem‐pichacoes‐em‐muros.shtml. Acesso:30/09/2015
Se o grupo de ativistas equatorianos resolvesse atuar no Brasil, a única frase que dispensaria sua intervenção seria: