E, como não tenho por certo nenhuma ocasião de julgar que há um Deus enganador, pois, até agora não sei sequer de modo suficiente se há algum Deus, a razão de duvidar que depende só dessa opinião é muito tênue e, por assim dizer, metafísica. Mas, para a eliminar, ela também, tão logo a ocasião se apresente, devo examinar se há um Deus e, havendo, se pode ser enganador. Pois, na ignorância disso, não parece que eu possa jamais estar completamente certo de nenhuma outra coisa.
Fonte: DESCARTES – Meditações sobre filosofia primeira. Campinas: EDUNICAMP, 2004, p. 73. Tradução de Fausto Castilho.
Tendo em vista a filosofia de Descartes e os elementos do texto acima, é CORRETO afirmar, acerca da eliminação das razões para duvidar, que a prova da existência de um Deus verdadeiro é