É, hoje, bastante conhecida a mudança de enfoque sobre a problemática do Nordeste, após a seca de 1958. De uma forma sintética, pode-se dizer que a orientação geral assumida pelo poder público era planejar e executar um grande número de obras de engenharia, procurando incrementar a oferta de água no Polígono da Seca. A crise que se seguiu à seca de 1958 comprovou o fracasso daquele encaminhamento. A partir daí, tenta-se formular uma nova estratégia: a solução do problema não estaria na oferta de água, mas sim num conjunto mais amplo de medidas que assegurassem o desenvolvimento econômico da região como um todo, tornando-a, assim, menos dependente das variações de precipitação pluviométrica.
(José R. M. de Barros. “A experiência regional de planejamentoˮ. In: Betty Mindlin. Planejamento no Brasil, 2003. Adaptado.)
O contexto apresentado pelo excerto refere-se à criação de uma política federal de âmbito regional denominada