(...) É para mim uma das coisas mais admiráveis que tenho visto nesta terra, o caráter desse índio. Desde o primeiro dia que aqui entrou, salvando minha filha, a sua vida tem sido um só ato de abnegação e heroísmo. Crede-me, Álvaro, é um cavalheiro português no corpo de um selvagem!
(O Guarani, de José de Alencar)
Sobre O Guarani, afirma Temístocles Linhares: “(...) o selvagem é um ideal, que o escritor intenta poetizar, despindo-o da crosta grosseira de que o envolveram os cronistas, e arrancando-o ao ridículo que sobre ele projetam os restos embrutecidos da quase extinta raça.”
(História Crítica do Romance Brasileiro: 1728-1981, 1.º Tomo, Editora da Universidade de São Paulo, 1987, pág. 87)
Baseando-se nos dois textos, considere as seguintes afirmações:
I. A literatura romântica indianista procurou atribuir ao nativo brasileiro aspectos e virtudes de fidalguia europeia.
II. O princípio nacionalista que o Romantismo explorou fez com que o índio do Brasil tivesse qualidades heroicas sobre-humanas.
III. Os cronistas da primeira era do Brasil salientaram nos nativos elementos grosseiros do ponto de vista europeu, valores esses que o Romantismo sublimou.
Está correto o que se afirma apenas em: