Em 14 de dezembro de 1968, o Jornal do Brasil, um dos mais importantes matutinos da época, foi às bancas com uma edição cuidadosamente planejada para provocar estranheza. Anunciou: “Tempo negro. temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos”. O dia era de sol forte e céu azul, mas a edição falava sério.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado.)
A “edição falava sério”, pois