Em 1956, as tropas do Pacto de Varsóvia, lideradas pela União Soviética, invadiram a Hungria para dissolver um movimento socialista de caráter democrático que se desenvolvia no País. Anos mais tarde, em 1968, novamente as tropas do Pacto de Varsóvia ocupariam outro País do leste europeu, a Tchecoslováquia. O governo tcheco de Alexander Dubcek (1968-1969), naquele momento, construía sob a pressão popular, um inédito modelo socialista de orientação democrática e pluripartidária, movimento que ficou conhecido como Primavera de Praga. Ambas as iniciativas políticas (na Hungria e na Tchecoslováquia) estavam na contramão da orientação burocrática de Moscou, produzindo desconfianças e temores de uma suposta influência ocidental ou de não alinhamento ao bloco comunista. O governo dos EUA e os países membros da OTAN limitaram-se a críticas e condenações públicas à invasão, sem consequências militares.
Esses episódios encontram-se no escopo de um: