Em Corpo vivo, de Adonias Filho, lê-se a seguinte passagem:
Oito anos, ao lado do índio, dentro da selva. É por isso que nada como um peixe, percebe o ruído mais leve, não sabe o que seja o medo. Saía da selva de tempos em tempos para, no Vargito, vender as peles das onças e comprar o sal, roupas e munições. O bugre não criou o homem. Criou a fera pior que a pior fera. Foi essa fera que vi, no barreiro das antas, riscando na terra e a ponto de faca o plano que devíamos executar. Disse para mim mesmo, naquele momento, com as mãos no rifle: "Uns se afogarão no sangue dos outros". Ainda vejo a faca na mão firme, abrindo os caminhos, desenhando a casa, marcando os esconderijos. E jamais esquecerei as suas palavras: "Começarei por onde mataram meu pai".
A quem o narrador desse relato se refere como “o bugre”?