“Em dias fixos, vemo-lo levar ao oficial do senhor, na maior parte das vezes, produtos colhidos nos seus campos, frangos da sua capoeira, favos de cera tirados das suas colmeias ou dos enxames da floresta mais próxima. Noutros momentos, ele trabalha nos campos ou nos prados do domínio. Ou ainda o vemos transportar, por conta do senhor, pipas de vinho ou sacos de trigo, para residências mais distantes. É à custa do suor dos seus braços que são reparados os muros ou os fossos do castelo. [...] Quando chegam as grandes caçadas, é ele quem sustenta a matilha de cães.
[...] Mais frequentemente, [o senhor] obrigava os camponeses a moerem no seu moinho, a cozerem o pão no seu forno, a fazerem o vinho no seu lagar”.
(BLOCH, MARC. A sociedade Feudal. Lisboa: Edições 70, 1982. p. 293-295)
A dependência das explorações camponesas face a um senhor comum traduzia-se pelo pagamento de diversas obrigações. No trecho acima pode-se identificar, sequencialmente, as seguintes obrigações: