Em 1893, em O Nortista, o jornalista Elias Souto escrevia:
A LIBERDADE – é uma ficção para este povo que não vota [...] e vive sob a ameaça do esbirro da Polícia e rendido à discrição da vontade ONIPOTENTE que faz a eleição a seu jeito e nos moldes que lhes convém [...] A IGUALDADE é uma mentira e os aristocratas-governantes destacam-se do povo em que somente falam por escárnio [...] A FRATERNIDADE, oh! a fraternidade resume-se no assalto à individualidade do cidadão inerme pelo janízero do governo, que a mandado deste ataca nas ruas da capital do Estado [...] na perseguição do funcionalismo público atirado em grande parte aos andrajos da miséria; a fraternidade consiste na acumulação de benefícios à meia dúzia de sectários e parentes [...].
[BUENO, Almir de C. Visões de República: ideias e práticas políticas no Rio Grande do Norte (1880-1895). Natal: EDUFRN, 2002. p. 192]
Na análise histórica, o discurso de Elias Souto, no fragmento textual citado, evidencia que