Em entrevista à BBC Brasil, a jornalista Adriana Negreiros fala sobre o livro que acaba de lançar – Maria Bonita: Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço (Objetiva). A seguir, são reproduzidas algumas das perguntas a que ela respondeu. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas.
1. Como surgiu a ideia de escrever uma biografia de Maria Bonita?
2. Em que sentido diria que Maria Bonita foi uma mulher transgressora?
3. Você diz no livro que, durante a pesquisa, viu que os relatos das mulheres sobre o cangaço eram constantemente questionados. Como era isso?
( ) Sempre tive muito interesse no cangaço. Sou nordestina, do Ceará. Minha família é de Mossoró, a única cidade que conseguiu expulsar Lampião. Isso foi um marco na história do cangaço e é lembrado até hoje.
( ) Isso me chocou muito. Fui percebendo em conversas com pesquisadores do tema que as histórias delas eram desqualificadas. Muitas delas entraram no cangaço não porque quiseram, mas porque foram obrigadas. Foram raptadas. Não foi uma opção.
( ) Diferentemente da maioria das cangaceiras, ela entrou para o bando porque quis. Era empoderada para seu tempo e para aquele lugar. Vivia no sertão, nos anos 1920. Era uma mulher casada, de quem se esperava obediência ao marido.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.