Em entrevista recente, o professor Wanderley Guilherme dos Santos chamava atenção para o fato de que “as classes C e D têm uma representação majoritária na sociedade em diversos sindicatos, mas são minoritárias na representação parlamentar de seus interesses”. Esse déficit na representação política do Parlamento, acrescido do bloqueio histórico de vozes ao debate público e a consequente corrupção da opinião pública, praticados pelos oligopólios empresariais da velha mídia, talvez nos ajudem a compreender, pelo menos em parte, a explosão das ruas.
(Venício A. de Lima. Cidades rebeldes, 2013. Adaptado.)
O texto, que discute o papel da mídia durante as manifestações em São Paulo, em junho de 2013, permite afirmar corretamente que