“Em finais de 1978, as telas das TVs do mundo inteiro mostravam um espetáculo surpreendente e inesperado. As ruas das principais cidades do Irã se enchiam de manifestantes que, lançando vivas ao imã Khomeini, reclamavam o fim do governo, uma monarquia encabeçada pelo Xá Mohammed Reza Pahlevi. [...]. O caráter “islâmico” das manifestações surpreendia, menos, porém, do que o fato de que, pela primeira vez, uma revolução era transmitida ao vivo pela TV. E, paradoxalmente, se o mundo podia, de modo quase inédito, acompanhar a evolução e vicissitudes de um processo revolucionário “em tempo real”, essa revolução, inclusive comunicacional, não parecia inspirada em ideias contemporâneas, mas nos ensinamentos de um personagem religioso do século VII, o Profeta Maomé.”
COGGIOLA, Osvaldo. A Revolução iraniana. São Paulo: Unesp, 2007. p. 2.
O texto citado aborda a Revolução Iraniana (1979) e, entre as motivações dessa revolução, temos: