Em jantar com Afonso Arinos em Paris após o golpe de 1964, Juscelino Kubitschek fez uma importante confidência ao ex-chanceler. Ao discutir o contexto turbulento que se seguiu à vitória do presidencialismo no plebiscito de janeiro de 1963, Juscelino declarou-se arrependido, de acordo com Arinos, por “ter induzido Jango, talvez mais do que ninguém, a insistir na fórmula do plebiscito e da volta aos poderes presidenciais”.
(Felipe Pereira Loureiro. Empresários, trabalhadores e grupos de interesse: a política econômica nos governos Jânio Quadros e João Goulart, 2017.)
O diálogo entre os dois políticos brasileiros abrange o período da história do Brasil que se estendeu da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, ao golpe militar de 1964.
A afirmação do ex-presidente Juscelino Kubitschek