Em mamíferos, é notório o exemplo de um agente patogênico curioso. O parasita consegue bloquear a aversão inata de ratos para a urina dos gatos. Além disso, o patógeno causa uma atração para a urina, aumentando a chance do gato abocanhar o rato. Esse mecanismo adaptativo é uma forma de manipulação comportamental pelo parasita que, apesar de se reproduzir apenas no intestino de gatos, consegue facilmente infectar ratos que entram em contato com fezes felinas contaminadas. Por outro lado, outra doença assombrou a raça humana, dizimando milhões de pessoas. O microrganismo causador teve origem na China ou na Ásia Central, de onde viajou pela rota da seda, nos intestinos das pulgas que infestavam os ratos. Chegando ao Mediterrâneo, os ratos se encarregaram de levá-las para os navios, que disseminaram a doença pelos portos em que atracavam. O poeta Boccaccio, que viveu em Florença nessa época, fez a seguinte descrição: “Em homens e mulheres, ela se manifesta pela emergência de certos tumores nas virilhas e axilas, alguns dos quais chegam ao tamanho de uma maçã; outros, ao de um ovo... Assim como os tumores, as manchas negras são sinais infalíveis de que a morte se aproxima daqueles nos quais se manifestam.”
As doenças veiculadas por ratos, segundo o texto, apresentam os seguintes agentes etiológicos, respectivamente: