Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde reconheceu o avanço da doença COVID-19 provocada pelo contágio do virus SARS-CoV-2, popularmente chamado de novo coronavirus, decretando uma situação de pandemia. A primeira do século XXI. Antes dela houve outras e somente no século XX tivemos a Gripe Espanhola e a Gripe Suina como novidades, embora manifestações localizadas de Cólera ainda ocorram e sempre há o risco do retorno de doenças consideradas erradicadas, como a varíola. O século XX foi muito importante para a descoberta dos agentes potenciais dessas doenças, bem como de medidas de seu enfrentamento que, invariavelmente, implicam a redução de contato entre as pessoas em função do potencial de contágio até a descoberta de medidas mais definitivas como vacinas, por exemplo. Infelizmente, o que significa ganho social e científico no campo da sobrevivência biológica, muitas vezes implica medidas mais restritivas no campo da liberdade individual e de alguns direitos sociais, como a livre circulação. Invariavelmente, com esse tipo de cerceamento, emerge um debate acalorado na sociedade em torno da obrigatoriedade dessas medidas. Líderes de nações se posicionam de forma diferente quanto às mesmas, seja adotando fortes restrições em seus países para com toda a população, seja relativizando ou até negando a gravidade da doença. Além do negacionismo, outras pautas variantes que fragilizam diretamente as ações dos governos e da sociedade para impedir o avanço da doença no mundo ressurgiram com muita força.
Assinale abaixo aquela identificada, ao menos em parte, com as mesmas: