Em meio ao processo que fazia do Brasil um país independente, um elemento fundamental “escapou”: criava-se o Estado, em 1822, mas esquecia-se da nação. Por isso, ao lado de medidas emergenciais, não se esqueceram das instituições. (...)
As primeiras escolas de Medicina, por exemplo, foram criadas logo em 1808. (...) Depois da emancipação vieram as faculdades de direito.(...)
Mas falta resgatar um terceiro tipo de instituição criado nesse contexto, em 1838: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), cuja meta imediata era de mais difícil avaliação. Na verdade, tratava-se de dar um pontapé inicial para aquilo que chamaríamos, anos mais tarde, de “História do Brasil”. (...) Estava para ser criada uma história particular, que se queria nacional, sobrando pouco espaço para outras realidades nacionais que logo se transformariam em apenas “regionais”.
LILIA MORITZ SCHWARCZ Revista Nossa História, abril de 2004.
O texto destaca a seguinte característica da identidade nacional: