Em novembro de 1095, o papa Urbano II dirigiu à aristocracia guerreira francesa uma advertência, divulgada a seguir por toda a Europa: aqueles que até então tinham vivido como saqueadores, martirizando seus irmãos cristãos, poderiam ir para o Oriente, onde os cristãos encontravam-se ameaçados pelos muçulmanos, e empregar sua energia contra os infiéis. Assim, com o recurso desse expediente destinado a “exportar a violência”, foi assentada a primeira pedra no edifício das futuras cruzadas.
(Franco Cardini. “Guerra e cruzada”. In: Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt (orgs.). Dicionário analítico do Ocidente medieval, vol. I, 2017. Adaptado.)
O excerto informa sobre a natureza histórica das Cruzadas medievais, as quais conjugavam