Em 1938 o editor de uma revista reclamava:
“A nossa revista D. Casmurro não pode falar disso e daquilo, não pode escrever sobre tal e qual, nada de crítica, por mais leve, ao atual governo e sua maioria, além disso, existe a nada sutil referência ao corte de papel, todo debitado na conta dos homens do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda)”.
(Texto adaptado. Brício Abreu Editor da Revista D. Casmurro, 26 de maio de 1938. Retirado do livro de LUCA, Tânia. Leitura, projetos e revistas do Brasil (1916-1944). SP, 2011, p. 137)
O trecho acima é de uma carta escrita pelo editor de revista D. Casmurro, constatando que seu periódico enfrentava um contexto político difícil, conhecido no Brasil como Estado Novo. Tratava-se de um momento em que os órgãos de imprensa eram