Em 2012 saiu, na revista Science, um artigo mostrando que determinado complexo molecular bacteriano é capaz de reconhecer uma porção específica de DNA viral e, tal qual uma tesoura, fragmentá-lo, garantindo à bactéria proteção contra infecções virais. As pesquisadoras Emmanuelle Charpentier (França) e Jennifer Doudna (EUA) conseguiram adaptar tal ferramenta molecular, denominada “Crispr-Cas9”, e criar uma maneira de direcionar essa tesoura para sequências pré-determinadas de DNA, o que permitiria inativar ou corrigir genes, inserindo alterações em células de seres vivos.
(Maria Guimarães. “Ferramenta para editar genes leva o Nobel de Química”. https://agencia.fapesp.br, 07.10.2020. Adaptado.)
A edição genética feita pela “Crispr-Cas9” abre precedentes para a cura de desordens fisiológicas como