FUVEST/OBJ 2025 · Questão 53
Em seu livro A Condição Urbana – A cidade na era da globalização (Editora Estação Liberdade, 2009), o autor Olivier Mongin afirma sobre a cidade global:
Em face da megacidade, a cidade que se estende sem poder "integrar” os migrantes que ali se amontoam, a cidade que acompanha a globalização no plano territorial é a "cidade global". Esse termo, forjado por Saskia Sassen, se aproxima daquele de "cidade mundial" concebido pelo geógrafo francês Jean Friedmann. Longe de se confundir com a cidade do amontoamento anárquico, a cidade global constitui um território bem circunscrito e protegido. Mas como se pode explicar o papel desse tipo de cidade que se impôs a partir do início da década de 1980 e diz respeito a grandes cidades tradicionais, europeias (Londres) ou não (Tóquio, Los Angeles)? "Essencialmente, responde Saskia Sassen, pelo cruzamento de dois processos principais. O primeiro é a globalização crescente da atividade econômica [...]. O segundo é a intensidade crescente em serviços da organização da economia, manifestada nas empresas de todos os setores. O processo-chave na perspectiva da economia urbana é a demanda crescente de serviços nas empresas de todos os setores e o fato de as cidades serem os locais escolhidos para a produção de tais serviços, seja em um nível global, nacional ou regional." A economia globalizada se beneficia dessas "cidades globais” que delimitam um espaço autônomo e seguro quando elas preenchem as principais funções destinadas à sua colocação em rede, à sua interconexão no cerne da economia globalizada: a concentração dos serviços múltiplos exigidos pelas empresas, a formação das elites de alto nível e a presença de campus universitários e centros de pesquisas, a presença de estruturas bolsistas, bancárias e financeiras, as sedes das multinacionais.
Assim, a respeito da cidade global, pode-se depreender que
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