Em seu livro História da Sexualidade, a vontade de saber, Michel Foucault evidencia como a noção de um dispositivo de sexualidade busca produzir sujeitos dentro de uma sociedade marcada pela disciplina, ou a docilização dos corpos. No entanto, para ele, uma nova forma de controle começa a se desenhar a partir do fim do Absolutismo, a biopolítica, ou o biopoder, uma forma de controle ainda maior do que a disciplina, embora, ainda não exclua esta última. Assim, no meio dessas duas formas de controle, Foucault identifica a sexualidade como seu ponto de encontro máximo, pois, por um lado:
[...] faz parte das disciplinas do corpo: adestramento, intensificação e distribuição das forças, ajustamento e economia das energias. Do outro, o sexo pertence à regulação das populações, por todos os efeitos globais que induz. (Michel Foucault, História da Sexualidade, volume 1. A vontade de saber. Editora Graal, 2012, p.158).
Segundo Foucault, o sexo se torna um mecanismo de controle e produção de sujeitos tanto individual, quanto coletivo, sendo que ele passa a ser parte de um sistema em que