“Em um anúncio histórico, feito simultaneamente nos EUA e em Cuba, os líderes dos dois países, Barack Obama e Raúl Castro, iniciaram processo para restabelecer relações diplomáticas, rompidas em 1961.
O acordo, mediado pelo Canadá e pelo papa Francisco, prevê abertura de embaixadas, libertação de prisioneiros e medidas que afetam a vida dos cubanos, em áreas como comunicações, turismo e bancos.
O embargo comercial americano à ilha comunista, contudo, não sofrerá alteração, uma vez que dependeria de aval do Congresso, onde Obama não tem maioria.
Em discurso na TV, Obama reconheceu que a política de tentar isolar Cuba, um resquício da Guerra Fria, fracassou. \'Todos somos americanos\', declarou o presidente americano, em espanhol. Já Raúl conclamou os cubanos a \'respeitar e reconhecer\' a atitude de Obama.
Dissidentes cubanos receberam a reaproximação com desconfiança, enquanto países latino-americanos a elogiaram.
” Folha de S. Paulo, 18.12.2014.
A partir do texto e de seus conhecimentos, pode-se afirmar que o acordo firmado entre Estados Unidos e Cuba