Embora dispensasse, como o parnasiano, uma atenção especial ao cuidado com a linguagem, o poeta simbolista imprimiu ao seu texto marcas que diferenciaram esses movimentos.
Busca palavras límpidas e castas,
novas e raras, de clarões ruidosos,
dentre as ondas mais pródigas, mais vastas
dos sentimentos mais maravilhosos.
Enche de estranhas vibrações sonoras
a tua Estrofe, majestosamente...
Põe nela todo o incêndio das auroras
Para torná-la emocional e ardente.
Derrama luz e cânticos e poemas
no verso, e torna-o musical e doce,
como se o coração nessas supremas
Estrofes, puro e diluído fosse.
Da leitura do texto, trecho de um poema de Cruz e Sousa, principal nome da poesia simbolista brasileira, infere-se que o autor NÃO propõe ao poeta buscar a palavra ou a expressão