Embora muito poucos autores ainda acreditem num “socialismo” ou mesmo num “marxismo à chinesa”, também parece temerário afirmar, de forma direta e simplificada, que a China é um país “capitalista”, principalmente na medida em que o Estado ainda possui um papel regulador que dificilmente encontra similares no restante do mundo. Preferimos falar num padrão singular de globalização desigual e gradativa do espaço, capitaneado pelo Estado e por investimentos estrangeiros.
(Rogério Haesbaert. “China: na nova dinâmica global-fragmentadora do espaço geográfico”. In: Rogério Haesbaert (org.). Globalização e fragmentação no mundo contemporâneo, 2013. Adaptado.)
Uma das medidas do governo chinês que confirmam o conteúdo do excerto é a criação das