“Entramos hoje numa terceira era da família, uma união na qual o homem e a mulher [...] se escolhem, fundamentalmente, [...] por amor. [...] [E]ssas novas uniões, consagradas ou não no cartório ou na igreja, em 50% dos casos terminam em divórcio. [...] Isso quer dizer que ela anda pior do que antes, [...] que essa nova instituição corre risco de vida? Evidentemente, não. [...] Os fatos alegados no julgamento contra a família moderna significam que entramos [...] na lógica da união amorosa e que, nessas condições, é normal que o divórcio se torne habitual.” (FERRY, Luc. A revolução do amor. RJ: Objetiva, 2012. p. 95-96).
A partir das observações do autor, referentes à sociedade francesa da década de 1950 até os dias atuais, considere as afirmativas.
I. Tradicionalmente, o casamento privilegiava a segurança material dos cônjuges, independente de suas demandas amorosas.
II. A lógica da união amorosa para a formação da família não indica a dissolução da sociedade, mas apenas a sua reformulação.
III. A lógica da união amorosa da família pressupõe uma sociedade de homens e mulheres capazes de se manter de forma autônoma.
IV. A era da família baseada na união amorosa não abala a centralidade da propriedade privada.
Estão corretas