Entre a arte cisterciense do século XII e a pintura calvinista e jansenista do XVII, e passando pela vaga de oposição às cores dos inícios da Reforma, não há ruptura, mas, ao contrário, um discurso único: a cor é fardo, luxo, artifício, ilusão. Ela é vã porque é matéria; ela é perigosa porque ela afasta do verdadeiro e do bem; ela é culpável porque ela tenta seduzir e enganar. A esse respeito, São Bernardo e Calvino empregam, mais ou menos, as mesmas palavras.
(Michel Pastoureau. Bleu, histoire d´une couleur, 2000. Adaptado.)
As considerações sobre as cores no interior dos diversos movimentos de reforma do cristianismo