Entre 1960 e 2010, a França realizou cerca de 40 intervenções militares na África. O intervencionismo francês nas ex-colônias está baseado em um artifício jurídico do século XIX, que justifica a manutenção de bases militares na região. Mas é bom lembrar que esse é um intervencionismo consentido. É uma tutela consentida, usada por vários líderes africanos em benefício próprio. Como não dispõem de legitimidade ou força política, apelam para a antiga metrópole para se manter no poder.
Entrevista com Pio Penna Filho, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). História Viva, 113, 2013. (Adaptado)
Reunidos em Londres, os diretores políticos do G8 elogiaram a intervenção francesa no país rico em urânio e ouro. O Mali é um dos países mais pobres do planeta, embora seja o terceiro maior produtor de ouro na África; o salário médio anual é de US$ 1,5 mil e quase metade de sua população vive na miséria, abaixo da linha de pobreza, com menos de um dólar por dia.
Disponível em: <http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/ouro-e-uranio-servem-como-pano-de-fundo-a-invasao-francesa-no-mali/570746/>. Acesso: 3 abr. 2013 (Adaptado)
Os relatos acima indicam que